quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Shows de 2008 - Parte 3

terceira parte, mas ainda não é a final =)

Sepultura
Show do Sepultura é sempre bem vindo, não importa o lugar. Seja no feio Rio de Janeiro antes do Iron, no Anhembi quebrando tudo, no Pacaembu antes do Deep Purple (e quebrando tudo), dentro do Olympia (advinha ? xD) e até no fim de mundo que é o Kazebre Rock Bar. Pensei pow, show do Sepultura lá !? Vamo ae claro. E ainda por cima ia rolar uma audição do fodástico A-Lex (falarei sobre ele um dia e porque prefiro o Sepultura hoje a qualquer coisa que Max e Igor façam atualmente). Enfim, com carona garantida vamos ao show. Chegar no Kazebre é uma viagem. Pegue a avenida Aricanduva em qualquer lugar e siga para o fim, você irá passar por ele do seu lado esquerdo, mas terá que ir mais de 1 km a frente para fazer o retorno. Dica: arranje um carro ou ande mais de 1km beirando o mato. Antes do Sepultura para aquecer teve o Pantera Cover que é absurdamente bom. E como na verdade só gosto de 5 músicas do Pantera na This Love tive o prazer de me jogar na roda insanamente como aquecimento para o que iria vir na sequência. Mais cerveja e vamos ao outro palco. No som começa a rolar Ludwig Van (que está no cd A-Lex) e na sequência vem Dark Wood of Error. Chega de ficar atrás né ? a roda se abre e eu pulo no meio dela, digo oi para o Michel que eu vi ali no meio do nada e sigo para a grade de onde assitiria o grandioso massacre de clássicos que viria na sequência. Fim de show, hora de se recompor, tomar algo para repor líquidos perdidos de tanto pular e banguear e voltemos para casa. Só para variar um pouco Andreas, Paulo, Derrick e Jean detonaram e mostram porque o Sepultura é uma das MELHORES bandas ao vivo do mundo.

Ludwig Van + Dark Wood of Error:


Mayhem
Promessa é dívida. Havia combinado com um amigo "se o Mayhem vir, vamos ao show". E lá vem uma das mais polêmicas e lendárias bandas de black metal do mundo. Uma história de assassinatos, crimes contra a igreja, suicidios e afins. Até muita gente que nem ouve black metal conhece a história de Burzum e Euronymous. Enfim, pensei que iria haver um massacre na Eazy e bizarramente algumas pessoas naquele dia resolveram ir para o show de uma outra banda ai que teve. Coitados, perderam uma lenda. Chegando a Eazy o público na porta, pegamos uma cerveja cada e fomos sentar na grama no meio da avenida e a aposta: em cinco minutos alguém iria fazer o mesmo. Dito e feito. Resolvemos entrar logo e decidir de onde ver o show e entre "vamos ver daqui ou dali ?" encostamos na mesa de som e vimos a lenda se apresentar. Como diria meu amigo "muita fodisse para uma banda só" e o público ao invés de se matar em rodas estava completamente hipnotizado perante o Mayhem, que ainda nos brindou com um cover de Troops of Doom do Sepultura (e óbvio que aqui o povo se matou, afinal é Sepultura). Fim de show e um único protesto: custava terem dado a porra do ingresso para a gente ? que história de filho da puta de não devolver o ingresso ou deixá-lo conosco...

Freezing Moon:


Toshi with T-Earth
Fato 1: Toshi é lenda, o cara é o vocal do lendário e magnífico X Japan. Fato 2: ele não veio com o X Japan e tocaria com a sua banda paralela. Fato 3: ele não mandou NADA do X Japan. E nem por isso o show deixou de ser bom. Sinceramente ouvir na sua frente a menos de 2 metros os gritos que eu ouvi incontáveis vezes nos dvds dos shows do X no Tokyo Dome é de arrepiar. Para acompanhá-lo vieram os músicos do Charlotte para a frescura de alguns e alegrias das Charlotte-fans (fato 4: o show do Charlotte foi um dos melhores que eu já vi na vida e só havia moleques e menininas otaku nele). Ponto para Toshi: ele mandou uma versão com letras em português de Earth In The Dark, mesmo ele lendo a letra disfarçadamente na hora, o fato dele ter dado o jeito em uma tradução e o esforço para adptar a melodia da música e cantá-la em nossa língua merece os parabéns. E eu jurava que ele era todo estrelinha. Nada disso. Apesar de já ter passado dos 40 o cara canta e canta muito e as músicas do T-Earth funcionam bem mais ao vivo do que no cd, mas o chato fica para o pouco público presente, pouco mais de 1000 pessoas sendo que a casa comportava bem mais. Azar de quem não viu. Não, o T-Earth não é o X e faz um som mais hard rock, com influências de rock e funk setentista, mas nem por isso deixa de ser bom.

Fire City (trecho):


Paradise Lost
Aqui eu vou copiar o que já havia falado sobre o show mas que resume tudo: CARALHO FINALMENTE VI O PARADISE LOST !!!!
Na turnê do Draconian Times eu não tinha idade para ir ao show, em 2006 eu perdi o show por motivos idiotas e culpa de alguns. Esse ano quase que não rolou, o show chegou a ser cancelado e depois remarcado quando a banda arrumou um novo baterista. Ai pensei "foda-se o mundo, o cartão de crédito e tudo pois eu tenho que ver esse show nem que seja uma maldita música ao vivo. Com um set list escolhido a dedo, destaques para "Elusive Cure", "Gothic", "Enchantment" e claro "Say Just Words" e o final com "The Last Time", esse show foi lindo, de chorar mesmo. Apesar que no calor desgraçado que transformou o Inferno em um inferno literalmente com gente passando mal e desmaidando, era impossível saber se aquilo na cara das pessoas que estavam ao meu lado eram lágrimas ou suor, ou talvez ambos.

Say Just Words:


Carcass
(aqui irei repetir também o que já havia escrito ^^)
Domingo, pós Paradise Lost. Havia como o fim de semana ser ainda melhor ? Sim, incrivelmente mesmo depois de ver o Paradise Lost o fim de semana seria melhor. Lá pelas 3 e pouco peguei o ônibus aqui na esquina junto com o Ulisses e rumamos para o Santana Hall. Uma maravilha que o ponto era bem na frente do lugar e já havia um povo na porta, obviamente. E começa o desfile de camisetas de bandas extremas pra lá e pra cá, dessa vez eu ao menos não vi ninguém usando a Iron Maiden Fashion Wear, mas haviam coisas que eu não entendi. Uma delas é: por que cacete tinha um cara com um pano amarrado na cara e um tipo de óculos de mergulho na testa, tipo um Naruto do metal ou sei lá o que. E depois aparecem duas camisetas: uma do Kraftwerk e outra do Portishead (que eu quero uma, só para constar). Além do short de pijama do Sierra que era medonho (e vermelho, chamando a atenção a quilometros de distância naquele mar de roupas pretas). Encontramos o povo, depois que eu resolvi comer uma pizza lá perto do metrô santana e vamos pra fila.

Ok, furando fila entramos no tal Santana Hall, uma casa conhecida pelos seus shows de... surpresa: pagode, forró e funk. E eis que me levam o ingresso e não devolvem. Ah não, de novo não. Já não bastava terem me levado o do Mayhem na entrada da Eazy, o do Carcass era demais para o meu coração. Falei pro cara na hora: quero essa merda de volta e ele me disse que na saída devolveriam. Uma vez lá dentro, que lindo o piso de lajota preta e lajota branca haha. Enfim arranjamos um lugar ao lado da mesa de som aonde eu até conseguia apoiar a máquina e ficar longe das rodas que seriam legais.

Estava quente lá dentro, não tanto quanto o show do Paradise mas era quente. E eis que um cara da produção vai e anuncia que o show ia demorar mais uma hora para começar porque havia um monte de gente lá fora. A uma hora mais lenta da minha vida. Olhava pro relógio e nada da porra da hora passar. Depois daquilo que foi uma eternidade começa a introdução, desce a adrenalina e os olhos lacrimejam e vem "Inpropagation" abrindo o show seguida de "Buried Dreams" e "Corporal Jigsore Quandary", nessa não deu, quase chorei, afinal ali estavam Bill Steer, Michael Amott e Jeff Walker além do Daniel do Arch Enemy cobrindo o excelente Ken Owen que sofreu um derrame e não participa da turnê.

No meio de uma música e outra Jeff manda "os motivos pelo qual a gente voltou com a turnê: 1, dinheiro, 2 mulheres, 3 cocaína". E vão seguindo clássicos atrás de clássicos com um telão ao fundo que exibia autópsias, mutilações, infecções e coisas belas que combinavam com as canções. Eis que chega a hora de "Exhume to Consume" e ... Bill Steer assume os vocais. Pronto, era o que bastava para tacar fogo de vez no local. Mas depois disso seguiria o clássico dos clássicos. "Heartwork". Essa ganhou até coro como se fosse show do Maiden com o povo cantando o solinho da introdução. Rodas e mais rodas, lágrimas e suor o show chegava ao fim.

E na saída eu peguei um maldito ingresso de volta, afinal desse show eu não ficava sem ingresso, nem que tivesse que pagar por um novinho. Não era o mesmo 0012 que eu comprei (e tirei foto), mas é um ingresso do show do Carcass e isso que importa. Posso contar e me orgulhar pra sempre: eu vi a lenda chamada Carcass tocar =)


Keep On Rotting In The Free World:

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